domingo, 30 de mayo de 2010

Resumo do livro: Capítulos 1 a 5

1: Na esquina da rua do Regente com a rua do Hospício estava o assassino. Apesar do calor tinha capa, quando saiu uma moça bêbada da casa das putas a atacou, lançou-se sobre ela e a assassinou com uma daga. Cortou as duas orelhas, as guardou em sua casaca, sacou uma corda –mi- do violino e, colocou-la nos pelos púbicos da menina. Saiu tocando uma música de Paganini nas três cordas restantes.
Enquanto:
No Teatro São Pedro de Alcântara, todo novo para a ocasião, atuava Sarah Bernhardt “A Dama das Caméllas” (Philippe Garnier amante de Marguerite Gauthier). Uns estudantes causaram incidentes e Artur Azevedo a defendeu já que tinha conhecido à “Divina” em Paris.
Quando ela legou ao Rio de Janeiro, as pessoas todas se amontoavam para ver à francesa.
O imperador Pedro II foi saudá-la ao camarim ao terminar a cena, era a primeira vez que uma pessoa da França o saludava. Os dois se cumprimentaram e beberam champanhe.
Sarah disse lamentar que não tinha assistido a baronesa Maria Luisa Catarina, alguém explicou para ela que está constringida porque tinham roubado seu violino Stradivarius e não tinha feito a denúncia para não se ver envolvida com a polícia. Sarah recomenda a Sherlock Homes para fazer a investigação. Pedro II não conhecia a ele,informaram que era o melhor detetive do mundo.

2: O Hotel onde fora a jantar Sarah era de quartos espaçosos e luxuosos. Na cena que ofereceram para ela estavam os melhores intelectuais do Brasil (e de maior sucesso). Não foram convidados nem atores nem mulheres. Foi recebida com muitos aplausos, não ficou a vontade, tinha fome e queria o jantar. Estava com seu menino Maurice (o pai era o príncipe Belga Henri mais estava anotado como filho de pai desconhecido já que o tio de Henri falou para ela para deserdarem se casava com Sarah). Ficou decepcionada quando olhou o cardápio, a comida toda era à francesa e ela queria comer comida da terra onde estava.
Os presentes fizeram muitas perguntas para ela contestar, não contestava de política e falou do roubo do violino... a um jornalista! Ao terminar o jantar quando os assistentes todos desejavam falar, ela se levantou rapidamente e se retirou.
Todos os assistentes, ficaram consternados.
Mello Pimenta, o delegado, a pesar de ter aparência balofa era muito ágil e corria como gazela, estava no necrotério da Ordem Terceira da Penitência com o doutor Saraiva que faria a autópsia. Usavam este local porque a morgue oficial da casa da Misericórdia juncara de cadáveres. Na mesa fria, estava o corpo da moça assassinada.
A menina fora encontrada por um português vendedor de vassouras. Sarávia encontrou a corda de violino.

3. No apartamento 221 b da Bakem Street morava o detetive, o doutor Sherlock Holmes, a governanta trouxe para ele uma mensagem do próprio imperador do Brasil D. Pedro II onde lhe informava do roubo do violino. Holmes tinha uma amplia cultura, detalhes de países, geologia, música, botânica, química enquanto ignorava a teoria de Copérnico e a composição do sistema solar. Contaram-lhe que o imperador foi o primeiro em usar publicamente o telefone e sua frase foi: To be or not to be, that is the question uma frase muito engraçada para a questão. Depois, pensativo acendeu o cachimbo... Sherlock achou uma boa possibilidade para conhecer o país. Watson descobriu porque ele deu uma boa baforada no rosto.
No jornal estava que O Aquitania seguia para América do Sul no dia seguinte. O jornal lido era do dia anterior e o Aquitania saía o dia seguinte, esperavam que isso não seja sinal de mal augúrio. "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay" Foi resposta de Sherlock ante a dúvida de Watson.

4. Apareceu a figura do assassino em “off” estava lendo um livro de anatomia, se interessava pelos capítulos dedicados à dissecação. Na primeira mulher não necessitou maiores conhecimentos, só com esgrima e punhal bastou. Ele era criativo e não queria repetir o mesmo. Escolheria corpos jovens,vigorosos. Lia em francês -ainda preferia o português- porque queria estar preparado...
Avisos no Jornal do Comércio:
• 30 anos da morte de Augusto Comte, sempre lembrado como intelectual, pensador moderno, o Aristóteles moderno.
• Encontro de veículos por imprudência dos condutores.
• Seção científica: terminou o Congresso Antropológico de Roma, estabeleceram categorias de criminosos. Nato, alienado, por acesso, por impulso ou paixão e por hábito.
• Classificados. a) venta de 3 escravos bonitos, destros. b) Carro e escravo, bom estado saudável. c) Bonita mucama, com boa saúde, ótimos dentes, sabe engomar, costurar e cortar figurino.
• Nota policial: Sem notícias do crime de rapariga de vida airada, senhoras da sociedade estão consternadas pela violência.
• Mundanalidades: Seção de Múcio Prado. Sarah Bernhart inteligente e ágil como qualquer homem presente, participou do jantar no Hotel com a intelectualidade jornalística e os meninos das melhores famílias, o imperador D.Pedro I estava preocupado pelo roubo do violino da baronesa de Avaré. O cardápio, foi digno de qualquer mesa européia. Por sugestão da própria Sarah o imperador convidará ao Sherlock Holmes. Ninguém sabia que havia dois Stradivarius. Quem dera de presente à baronesa?

A imperatriz Teresa de Bourbon estava furiosa com o marido depois de ler o jornal. Ela seria alvo das chacotas da corte, o imperador se desculpou mais a imperadora não aceitou já que ele tinha amizade com a baronesa. A senhora tinha seu andar coxo, era alvo das burlas, falaram que quando se conheceram, ele chorava de tristeza. O marido teve o atrevimento de dar esse violino à baronesa e convidava ao detetive! Isso ia desmoralizar à polícia. O imperador, molesto, pediu licença para se retirar já que disse que espera por ele Joaquim Nabuco no Instituto Histórico e Geográfico, na realidade ia à casa da baronesa. Ela estava bebendo refresco com o livreiro Miguel Solera de Lara quem era magrinho e sóbrio. Trouxera livros sobre á Revolução Francesa, ele cuidava a seleta clientela. A baronesa Maria Luisa Catarina era viúva do barão de Avaré, tinha estudado na Inglaterra e tinha uma sólida formação em literatura e música, conheceu a seu marido quando voltava ao Brasil ao terminar a escola. Ela era como 30 anos mais nova. O Barão morreu num acidente de caça. Tropeçou e se disparou escopeta no dedão do pé, depois gangrenou. Ela ficou nobre por casamento, nesse momento tinha uns 26 anos, era loira e seus olhos eram azuis.
D. Pedro lhe comentou a nota sobre o violino que publicou no jornal Múcio Prado, ela já tinha esquecido do violino, mudava de humores pronto demais. Falou que a imperatriz não tinha que ficar possessa que ela bem podia se comprar o Stradivarius com o dinheiro que tinha e que ele não tinha que enfiar a carapuça. Quando ela convidou com um bolo, deu media volta e saiu.

5: Era o estréio no teatro. D. Pedro II estava no camarote imperial, na porta os ambulantes. Muitos brasileiros tinham vindo de todas as cidades para ver a Sarah, a vedete francesa tão misteriosa. A peça durou perto de três horas já que o público exaltado gritava... A camareira do palácio imperial, Francisca, ganhou um cartão de Sarah com dedicatória e foi beijada por ela. Muito feliz por sua sorte, guardou o cartão em sua bolsa, o tirou muitas vezes, o apertava em sua mão... A noite tinha sido perfeita. Era sobrinha do pintor Vitor Meireles quem lhe conseguiu o trabalho. Caminhava pelas ruas desertas, se inclinou para beber água em uma das bicas quando o assassino a atacou, não teve tempo de reagir. Com perícia cortou seu corpo... Depois as orelhas... Deixou uma corda do violino –sol- nos pêlos da menina. Executou uma dança húngara nas duas cordas do violino...
O delegado Mello Pimenta tinha passado toda a noite tentando resolver o caso dos escravos que tinham fugido para o quilombo de Gávea. Ele era abolicionista mas tinha que atender ao proprietário deles...Os jornalistas sempre arrancavam informação a Saraiva quando ficar um pouco bêbado...Ele lembrou que a outra morta era “mulher da janela” mais esta não....Pimenta encontrou o cartão na mão esquerda da menina mas não conseguiu abrir os dedos... Saraiva partiu os dedos com uma pedra e retirou o bilhete com a dedicatória. Achou que deveria descobrir qual era a patologia cerebral de quem coleciona orelhas.
Duas vítimas, bonitas do mesmo assassino... o único em comum ...
Dona Esperidiana, a mulher de Pimenta, já estava acostumada com os horários do marido, não tinha ciúmes, ele perseguia criminosos não mulheres. Pimenta acostumava a discutir os casos com sua esposa, ele lhe comentou que não sabia por onde começar e, segundo o jornal, D.Pedro convidou a Sherlock para investigar...