viernes, 11 de junio de 2010

Resumo: Capítulo 9

Para os viajantes que chegaram pelo mar era um deslumbramento a vista da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Vegetação, coqueiros, árvores... o Pão de Açúcar... as casas... a alvura das areias das praias... A temperatura era agradável. Sherlock Holmes e Watson estavam vestidos com roupa escura, pesada, chapéu... Os passageiros tiveram que ser transportados em botes. Alguém chamou a Serlock, era o marquês de Salles, quase sem dormir com o cansaço da noite anterior... saludou ... o tinha mandado o imperador. Brindou cumprimentos aos chegados. Watson se encarregou das bagagens. Subiram à carruagem do marquês, nesse momento Watson se surpreendeu porque não viu índios. Houve uma expressão discriminatória para com os índios “não servem para os trabalhos domésticos. São livres como a natureza”.
O marquês se surpreendeu porque Sherlok Holmes sabia falar o português. Ele disse que apreendeu a falá-lo em Macau, na China fazia 8 anos, ai também estudou os mistérios dos venenos orientais. Watson tinha se surpreendido pelo falado ao que Holmes disse que ele não saiba porque era cirurgião médico de sua Majestade britânica. Sherlock tinha estudado com Travessa, ele era de Lisboa –por isso Holmes tinha sotaque Lusitano-, de família abastada e tinha espírito aventureiro e foi à Índia. Da Índia foi expulso por usar seu próprio corpo para experimentar e ficou com paralisia. Morreu ao experimentar com escorpião. Ao olhar à roupa do cocheiro, quis fazer uma piada mas ele errou e desdenhou as explicações do rapaz.
O hotel onde morariam estava em uma rua fresca que dava ao mar. O piso coberto de mármores, os móveis de estilo. As mesas tinham toalhas e vasos muitos bonitos. A impressão era de entrar ao paraíso. Todo era importado e o serviço era em inglês ou francês. A corona tinha reservados os aposentos. O concierge era magro, de bigodes encerados e cabelos colados à cabeça., as gorjetas que ele recebia superavam em muito ao salário e se eram boas até apresentava meninas virgens no leito dos viajantes. Salles se retirou e disse que os passaria a buscar ao dia seguinte para o almoço em que participariam Sarah, seu filho Maurice, o Imperador, o marquês, o visconde de Ibituaçu (amigo do Imperador, solteirão e boêmio, fazendeiro rico dava festas para os literatos). O empresário Jarrett não foi, tinha febre amarela.
D. Pedro pediu perdão pela ausência da imperatriz Teresa Cristina, ela tinha migraine, todos sabiam que era uma desculpa. Cada um falava sua língua, o visconde e o imperador as três.
Sarah elogiou ao imperador e falou do Francisco José da Áustria, que era grosseiro com sua mulher, que... ele era primo de D. Pedro... ele virou a conversa para romper o gelo do momento, pergunto se era verdade que tinha conhecido à mulher do presidente Lincoln... se falou das circunstâncias...
A comida foi com pratos típicos, feijoada, vatapá, iguaria... Sara se serviu só o caldo...Sherlock e o visconde disseram que “era para comer rezando”. Watson desconfiava e observava... ele evitava as carnes e os temperos. Selles se interessou pelo caso das moças e o imperador disse que ficaria agradecido se Holmes se ocupasse do caso já que uma das meninas era sobrinha do pintor Vitor Mireles amigo da corte. Ao quedar sozinhos foram ao gabinete onde tinham quadros e objetos de muita valia. Uma fotografia de D.Pedro com índios deu para falar do novo aparelho de fotografia... e do “incidente” ao falar por telefone. Começou a conversa sobre o violino, sua história, o desejo de tê-lo da baronesa e como ele mandou a comprar a José Withe, um violinista muito importante, para trocar por outro de boa imitação, fabricado no Brasil por uma família de Luthiers e o Stadivarius foi dado do presente pelo Imperador a Maria Luisa. Quem ficou muito feliz.
Sherlock se mostrou conhecedor da pintura, da música e quis conhecer a baronesa que aos ditos de D. Pedro era uma “infante gatée” e o violino foi só um brinquedo. Sinalou-se também a torpeza de Sherlock.
Quando Sherlock chegou à casa da baronesa, foi recebido com amabilidade. Começou a falar do que sabia dela quem pensou que ele tinha deduzido... mais ele disse que leu num compêndio da Nobiliarquia Brasileira. Maria Luisa falou que uma das cravelhas do violino estava frouxa, então enviou por “seu anjo” o negro Mukumbe à “Viola de Ouro” onde iam a reparar já que o italiano é artesão e Giacomo Peruggio era de confiança. Falou com Mukumbe, uma pessoa de imensa figura, de músculos poderosos com uma grande cicatriz no rosto, ele tocava o cravo o violino, falava inglês já que quando a baronesa estudou na Inglaterra, ele a acompanhou. Tinha a certeza que o violino estava na caixa quando ele a deixou de Giacomo. Sherlock também soube que ele era do Congo e que seu pai tinha sido rei capturado por outro grupo e vendido aos portugueses, Makumbe tocou músicas muito bonitas, até um chorinho de Ernesto Nazareth.