sábado, 10 de julio de 2010

O Xangô de Bake Street. Comentários. Síntese

O Xangô de Baker Street. Autor Jô Soares
O romance acontece no ano 1886 no Rio de Janeiro

E interessante a mistura de personagens, os há reais (recriados), os intelectuais , e de fissão.
Entre os primeiros se pode nomear a Dom Pedro, Dona Teresa Cristina, Chiquinha Gonzaga, Olavo Bilac, Coelho Neto, José do Patrocínio, Aluísio Azevedo, Francisco de Paula Ney, Guimarães Passos, Sarah Bernhardt...
Os de fissão são Sherlock Holmes, Watson, Anna Candelária, Miguel Solera de Lara, a baronesa Maria Luisa, Selles, Pimenta...
No livro se relatam em forma paralela uma série de assassinatos, a estadia de Sarah Bernhardt em Rio de Janeiro, a vida dos intelectuais, a superficialidade da vida da corte e a vida da população.
Têm tudo o que a gente que compra um livro comercial quer encontrar: Sexo, drogas, mortes, investigações, ecologia, natureza, menção de abusos dos meninos com as escravas, descrições dos locais como museus, parques, o hospital de alienados... e muitas piadas.
É de leitura ligeira e amena.

O assassino era um doente, sua besteira se despertava quando ele via mulheres sozinhas de noite, achava que eram putas. Assim programava cada assassinato. Era uma pessoa culta que sabia idiomas, leia em francês, sabia de anatomia, odiava todas as expressões do vício mais sobre tudo à pornografia, as obscenidades, as mulheres nuas, o sexo... Fazia exercícios espirituais, imaginava o ódio e sentia quente o corpo onde o ódio era manifestado.
Por quê? Quando? se desatou essa besteira teremos que esperar até o capítulo 22 para se revelar. Nos assassinatos irá deixando pistas, ele queria ser descoberto? Essas pistas estarão detalhadas no capítulo 24.

À baronesa Maria Luisa lhe roubaram um violino Stradibarius que tinha sido um presente do Imperador. Ela era viúva de um barão 30 anos mais velho que morreu num acidente de caça. Era jovem (26), bonitinha, educada na Inglaterra gostava muito de ler, o livreiro Miguel Solera de Lara levava para ela os livros recém recebidos. Em seu palacete iam homens e mulheres já seja para festas ou para conversas.

Sarah Bernhardt tinha um convite para fazer espetáculos de teatro durante um mês. Informou-se do roubo do violino quando Dom Pedro assistiu ao teatro e ela disse que o melhor detetive para fazer as investigações era Sherlock Holmes.
Todos agasalharam a Sarah como os vassalos ao príncipe, ela era admirada sem limites.
Ao ter entrevista com um jornalista, Sarah falou do tema, até esse momento ninguém sabia. A notícia saiu no jornal, Mello Pimenta ficou consternado e a imperatriz Teresa de Bourbon estava furiosa com o marido por ter presenteado o violino e por ter convidado ao detetive já que ia a desmoralizar aos investigadores policiais do Brasil. Dom Pedro saiu de sua casa e foi à casa da baronesa. Ela mudava de humores pronto demais e falou que bem podia se comprar o Stradivarius com seu dinheiro e que a imperatriz não tinha que ficar possessa que ele não tinha que enfiar a carapuça...

A livraria de Miguel Solera Lara era um ponto do encontro de intelectuais, eles não compravam, liam ai mesmo. Até marcavam o ponto para poder continuar com a leitura. O dono, um apaixonado pela Inglaterra, era pequeno, magro, feio e muito míope, com chapéu-de-coco jogado para trás da cabeça.

O Bar do Necrotério, era um dos lugares mais animados., ali também era um ponto de encontro dos intelectuais. Uma das pessoas que estava era Olavo Bilac, ele tinha ouvido que Sherlock Holmes tinha uma capacidade de sedução extraordinária e que Pimenta ia pedir para ele ajuda pelas meninas mortas. Falando de outro caso, Chiquinha pôde descobrir o assassino e os homens ficaram muito impressionados pela capacidade de dedução foi quando Pimenta provocou a ela para ir ao Necrotério. Foram todos e ficaram consternados.
O marquês era quem tinha que procurar aos ingleses que chegariam e leva-los ao hotel. Sherlock sabia falar português com sotaque lusitano, também estudou os mistérios dos venenos orientais, era conhecedor de pintura e música, tocava o violino.

Fizeram um jantar com cardápio típico para convidar a Sarah e falaram para Sherlock do roubo do violino e a história dele. Holmes foi depois à casa da baronesa quem disse que Makumbe levou ao artesão italiano a se reparar, da casa dele desapareceu. Giácomo estava contente de poder participar em algo tão importante e disse que o violino foi roubado por descuido dele, já que tinha colocado o instrumento em cima de sua bancada e quando procurou não estava.

Na noite Sherlock estava com dor da pança e saiu à rua foi quando encontrou ao assassino que fugiu e a vítima foi salva. Perseguiu-lo até pela biblioteca mais não o alcançou. A menina já se tinha ido. Era a mulata Anna Candelária que alugava um quarto e morava sozinha, agora ela tinha medo. Se não tinha aparecido o homem alto com sotaque português estaria morta.
O marquês de Salle convidou com um refresco no “Café de Amorim”. Holmes invitou a Pimenta a lhe acompanhar. Sherlock contou seu encontro com o assassino e que estava apaixonado com a morena que nem o nome sabia.
Todos tinham uma conclusão: O homem matava sem motivos, era demente, um assassino serial, mais duas perguntas quedaram:
O violino era o mesmo que o roubado?
Seria músico profissional?
Sarah assistiu a um espetáculo teatral e encontrou à menina que fosse salva por Holmes.

Estavam em outro jantar quando Ernesto Nazareth tocou o piano, Miguel Solera de Lara recitou um poema enquanto Olavo Bilac recitou em francês. O marquês, declamou um poema de Isidore Ducasse, o poema era mórbido, sádico e narrava o sofrimento de um menino. O autor foi criticado por miserável, mas Sarah tomou a defesa dele. Paula Néri disse que depois dessa apresentação até podem fumar ópio e ninguém faria escândalo.
Ao falar do violino disseram que o assassino deixava pistas para ser achado, que era um desafio. O que não estava esclarecido eram os motivos.
Holmes iria do alfaiate Calif a se fazer um terno de linho branco não entendia por que vestiam de ternos pretos com o calor. Sarah disse para Sherlock que Anna Candelária era a moça que tinha salvado.
Coelho Bastos deu a Pimenta uma boa sugestão: se o assassino era louco tinham que ir ao hospício a falarem com alienistas, assim, eles encontrariam pistas, mais tinham que apressá-lo antes que voltasse a matar.

O assassino se tinha divertido com a reação indignada das pessoas pelo poema lido no jantar. Chocaram com a maldade da imaginação enquanto não se comoviam com a maldade da cidade. Não chamavam de crueldade apenas porque os animais imolados serviam de alimento... ele achou que essa era a diferença... talvez se comesse.... Leu outra vez o livro sobre como trinchar.

O detetive foi várias vezes ao teatro a procurar à menina, sempre chegava tarde. Quando se encontraram os dois ficaram apaixonados.
Foram ao jardim botânico ao restaurante Campestre. A lagoa era bela, só se tornava incômoda pela mortandade dos peixes quando baixava o oxigênio das águas.
Sherlock, Anna Candelária, Pimenta, Salles, Chiquinha estavam no Campestre, Anna Candelária disse que não tinha ido à delegacia porque tinha medo já que sua profissão era confundida com a prostituição e não podia dar descrição do assassino porque estava muito coberto. Só lembrava os olhos que faiscavam na escuridade. Sherlock insinuou que podia ser alguém de essa mesma mesa que também podia ser uma mulher.... o certo que tinha uma força descomunal característica dos locos em crise...
Anna Candelária e Holmes foram ao hotel ele buscou cocaína, tinha aprendido a usá-la com Freud na hipnose, ela ofereceu cigarros índios feitos com cannabis. Holmes disse que jamais teve intimidade com uma mulher ao que Anna não acreditou já que no Brasil os meninos de 11 anos já esfregavam mucamas e escravas. Como não tinha sentido nada com o cigarro, ele abusou e viu tudo muito estranho e depois ficou dormido.

A próxima menina morta era uma que trabalhava na Santa casa da Misericórdia.
À Santa Casa da Misericórdia fazia mais de 200 anos que chegavam providências, ali eram deixados em abandono os meninos recém nascidos. Uma abertura, chamada de “a roda”, porque tinha um cilindro giratório, recebia os bebês indesejados, o cilindro girava e o abandonado desaparecia no interior onde o esperavam as Irmãs de caridade. Nessa casa trabalhava Carolina de Lourdes, menina que aos 17 anos acreditou em promessas e tinha engravidado, seu pai expulsou-la da casa. Ela tinha tido um filhinho que nasceu doente e depositou na madeira da Roda, ao voltar inteirou-se que o menino tinha morto, então começou a servir na casa como ama externa.
Esse noite chuvosa, ela saiu depois das 11 horas, seu pai não estava, o carro não tinha podido passar e não quis se quedar a dormir. Ela foi morta pelo assassino com a adaga que atravessou seu pulmão, ele tinha aberto o ventre, arrancado o fígado que esfregou em seu próprio rosto...
Uma das irmãs tinha descoberto o corpo. As características do assassinato eram as mesmas. A preocupação de todos era que o assassino tinha uma corda no violino.

Holmes teve vertigem e recomendaram a ele beber cachaça, Watson sugeriu que colocasse um pouco de laranja ou limão, açúcar e gelo. Tinha inventado a caipirinha.

Foram ao Necrotério para ver a autopsia, Sherlock achou que os órgãos da menina tinham sido recolocados na cavidade. Ele examinou o fígado atentamente, tinha sinais de unhas e impressões profundas dos dedos, o assassino tinha esfregado o fígado em seu próprio rosto. Tratava-se de um louco. Sherlock descobriu uma crina de cavalo que guardou em seu bolso.

Sherlock, Watson e Mello Pimenta foram ao hospício, Holmes disfarçado de marinheiro disse que para ficar desapercebido. Falaram com o diretor quem tinha conhecido casos piores e falou que se podia conviver muito tempo com um doente sem presenciar nenhum ataque. Comenta também de um médico internado que é alienado e canibal. Estava recluído com os furiosos, resolveram vê-lo e foram conduzidos pelas úmidas galerias. O local era horrível, os alienados estavam em celas com grades, tinham posto na cabeça um aparelho de metal onde só se viam os olhos e os beiços. Se atava na parte traseira do pescoço. A explicação que deram para os investigadores foi que comiam pedras e terra até morrer e o aparelho evitava.
A indicação foi de não se aproximar de ele.
O alienado falou que ele creditava que o assassino tinha sua mesma patologia e não havia nada mais delicioso que a carne humana. Que a sociedade era o verdadeiro problema já que primeiro o adoecera e depois o condenara. Ele era um enfermo social.
O doutor alienado deu para eles uma charada assim não perdiam a viagem.
Pimenta e Sherlock ficaram muito curiosos com a charada, tratavam de encontrar as pistas enquanto iam a almoçar à casa de Pimenta. A mulher tinha preparado o que para ela era saboroso e a eles deu náuseas, fígado de porco. A mulher de Pimenta interpretou que a charada disse que o assassino pertencera à corte ou a frequentava.

Foram ao palácio de D. Pedro em Petrópolis para analisar o poema que deu o Dr. Aberdal que nomeava a Paulo Barbosa (o mordomo foi o que nomeou de Petrópolis â cidade onde D.P.II tinha o palácio...). D.Pedro II tinha comprado uma fazenda que foi hipotecada e o mordomo conseguiu pagar, então arrendou uma parte e na outra fizeram o palácio.

José White faria um concerto para uma filha do Imperador, ao qual iriam todos, só não iria Anna Candelária porque teria que trabalhar. Sherlock experimentou uma sensação de nostalgia, ao mesmo tempo doce e dolorida, a saudade.
O nível dos músicos era muito bom, como Holmes também tocava violino foi chamado ao proscênio. Ele fez alusão à troca de violinos e White fingiu não entender.
Salles pulou para o palco e começou a tocar o violino, participou de um duelo musical brilhante com Holmes, o auditório aplaudiu de pé.

O assassino estava planejando outro crime, o da mulher que tinha desencadeado dentro dele isso que queimava seu corpo. A grande puta. Todos assistiriam à inauguração das corridas de cavalos no Jockey Club em roupas adequadas para a ocasião. Os anúncios no club mostravam os regulamentos para poder entrar.
Foi também Fernando Limeira, seu objetivo era fazer estafas para ficar com dinheiro. Então fazia propostas aos presentes calculando que sempre teria um benefício.
Cada um falava de suas coisas, D.Pedro das águas de Araxá (município de MG), que faziam bem ao reumatismo. A baronesa lia para Salles uma notícia no jornal sobre o dolo de violinos. Sherlock analisava os cavalos. Miguel Solera de Lara achava de ridículas e patéticas as vestimentas das meninas.
Ao terminar as carreiras, Sherlock foi à cocheiras, queria olhar os cavalos para comparar as crinas. Salles se ofereceu a acompanhá-lo já que ele podia ingressar livremente. Holmes puxou uma lupa e começou a olhar. Arrancou uma crina do rabo de um cabalo, o animal fez muito barulho e veio um dos cavalariços que deu um soco em Holmes que era boxador. Mais o homem apresentou combate capoeira. Eles se identificaram.
Holmes retirou do bolso o pêlo e juntou com o que arrancara ao cavalo, disse que achava que o assassino frequentava cavalos. Salles reparou que a substância que embebia os dois fios era diferente, e a substância da crina que tinha a saia da menina era breu. Disse que o breu se usava nos arcos dos violinos.

Anna e Holmes foram ao passeio no dia de folga dela, caminharam de mãos dadas e Anna falou que seu quarto estava frente ao parque e ela gostava de observar pela janela já que ninguém podia observar a ela. Ele falava da paisagem enquanto estava doida por lhe dar um beijo. Alugava um quarto e a zeladora era severa, o hotel onde morava ele estava muito longe então ficaram no parque. Mais chegou um policial quando estavam apaixonados dizendo que era um atentado à moral e todos iriam para o xadrez ao que Sherlock respondeu que Anna não iria. Ela saiu rapidamente para sua casa. Como tinham uma questão com Pimenta queriam dá-lhe um escarmento a Holmes e disseram que a lei era igual para todos e tinha que ser cumprida. Na cela grande estavam os presos que esperavam pelos novatos para lhes violar. No momento mais delicado para Holmes chegou Pimenta, Anna tinha ligado para ele liberar.

Mukumbe se apresentou a Holmes para levá-lo já que no candomblé tinha recebido uma informação sobre o assassino. Foram, ali se praticava o ritual da religião Ioruba. Dançavam, cantavam... o rei Oba ordenou o acompanharem e foram ao altar dos Orixás. Atiraram as conchas na frente de Sherlock e disseram que era filho de Xangô.
Watson captou os fluidos e baixou seu orixá de cabeça... era um exu-fêmea (pomba)... Watson (pomba-Gira-Watson) aproximou-se a Sherlock muito sedutor... Pela reação afirmaram que o assassino era um homem de muito dinheiro e ainda ia matar a outra mulher já que a pomba-gira pedia sangue. Depois pediu para desincorporar.... Mukumbe pegou a faca e degolou uma ave sobre a cabeça do Watson, terminando assim a possessão. Watson se lenvantou zonzo e tinha se esquecido tudo.

Uma turma alegre despediu a Sarah Bernhardt, eram o duplo dos que iram a recebê-la. Iam com lenços das cores da bandeira de Sarah e ela tinha uma bandeira brasileira. Os intelectuais e a companhia de Anna Candelária estavam também , enquanto Watson tentava eliminar os vestígios de sangue de seu corpo, atribuía o acontecido a uma brincadeira de mau gosto.

Anna estava triste e Sherlock lhe propôs que fora com ele a Londres. Ela disse que era difícil aceitar, no Brasil tinha seu lugar. Ao chegar Mello Pimenta comenta para Holmes que tinha recebido uma carta do assassino mais não dava para se ler em público. No Rio estava um criminalista que estava fazendo o doutorado e ele podia os ajudar com o perfil do assassino, era Nina Milet. Sherlock achou válida a sugestão de falar com ele. Foram todos ao restaurante Lacombe. Tinham juntado mesas o doutor Nina Milet estava entre eles. Leram a carta onde falava das pistas. A leitura que fez Nina Milet foi que era um homem letrado, provavelmente um mestiço já que os negros pertenciam a uma raça inferior, o mestiçagem tinha gerado seres degenerados (teoria de Gobineau, Ver no blog: Joseph Arthur de Gobineau 1816-1882) José Patrocínio respondeu a ele com energia. Nina Milet seguiu explicando a teoria que relaciona os criminosos com as medidas e forma do crânio da raça negra. Sherlock o interrompeu dizendo que se fosse assim, em Londres não haveria assassinos.
As orelhas significavam uma forma de fetichismo e as cordas poderiam ser só brincadeiras... Solera de Lara disse que talvez para ele a mulher fosse o símbolo da perversão dos costumes desses dias...

A mãe do assassino Morreu de varíola e está na capela, ela era doente imaginária. Ele estava pensando em ceifar à Grande Prostituta, a mulher que despertou em ele a besta, a que estava sempre adornada de ouro. Ele era Oluparun e só depois de comer suas carnes, deixaria de ser a Besta.

A baronesa Maria Luísa lia no seu gabinete do palacete. Vez por outra se servia champanhe, não esperava visitas e estava com uma camisola de organdi. Ela tinha a certeza de houver fechado as portas mais ele estava ali, sombrio y taciturno, não falava, se aproximou... mostrou o Stradivarius... ela chamou ao Makumbe.. abreu a porta e em uma bandeja estava a cabeça do Makumbe... Suplicou... por quê?... ele matou com a daga.
Maria Luisa estava morta aos pés de Miguel Solera de Lara que seguiu os ritos conhecidos e escreve com seu sangue a palavra MISTERIO em sua testa. Também tinha matado a três escravos e duas mucamas.

Holmes e Pimenta achavam, na investigação, que o assassino visitava a baronesa desde o começo.
Os aposentos de Holmes apareceram arrombados e sobre a cama estava “O canto do Cisne” (o Stradiviarius) com um bilhete com apenas uma palavra: goodbye.

Sherlock não tinha motivos para estar na cidade do Rio de Janeiro, desejava voltar a Baket Street. Foi a ver ao Imperador e disse que partirá no próximo navio, agradeceu a hospitalidade e devolveu o violino, Dom Pedro não aceitou, traria lhe recordações de sua amiga.
Pediu que o guardasse Holmes como um troféu do caso que não logrou resolver.
Tinham a certeza que os crimes tinham acabado.

Anna Candelária e Sherlock se encontraram no Museu Nacional e Imperial. Era um local tranquilo. Ela ia responder sobre o convite de Holmes para ir â Inglaterra. Disse que não ia já que estaria em terra estranha, que tinha sua profissão e era independente. E não falava uma palavra no inglês. Sherlock estava devastado, percebeu que a perdera para sempre. Ela propôs ter intimidade os vigias não apareceriam já que eram velhos mutilados da guerra do Paraguai e estavam sentados na porta... mais esta vez também não pôde.
O ambiente no porto era de tristeza, só Pimenta e Selles tinham ido.

Na mesma viagem iria Miguel Solera de Lara estava com um terno preto, os escravos levaram as malas. Disse que ia a morar em Londres que sempre tinha a idéia pero pelas doenças de sua mãe não tinha ido antes. Desejava ter uma livraria e estudar os clássicos. Todos o viram como um rapaz muito triste o coitadinho já que era um devotado da mãe.
O marquês se despediu de Holmes quem deu para ele um pacote de cannabis.
Watson prometeu escrever todos os casos de Holmes.

O assassino. Jamais se atreveu a tocar violino em público. Desprezava ao estrangeiro por não ter lido as sinais. Para o inglês as cordas eram G, D, A, E mais para os latinos, Sol, Ré, La, Mi.
Mi de Miguel, Sol de Solera, La de Lara, de Recanto de Afrodita, o nome da livraria.
Afrodita, a deusa mitológica que era venerada pelas putas, ela na concha... a vagina também era chamada de concha... jogo de palavras. Concha, a vulva onde deixou as cordas... As orelhas... orelhas de livro. Livro, livreiro. Ele abriu um lenço e lançou no mar as cartilagens que foram orelhas. Sentiu-se em paz. Levava a daga...

Dos jornais:
The Star
Falou dos detalhes dos cortes, e disse que o trabalho só pôde ser feito por um demente.
The Times
Em uma carta de Jack, o destripador fechada em Londres o 3 de outubro de 1888, disse que ainda não foi apressado, que fingem quando falaram das pistas certas... que estava arrebentando as putas. Que o trabalho era bom e adorava o ofício e no próximo crime ia mandar à polícia as orelhas da moça...