sábado, 10 de julio de 2010

Resumo: Capítulos 22, 23 e 24

21. Assassino: Sua mãe morreu de varíola e está na capela, ela era doente imaginária. Ele tinha sensação de alívio. Estava pensando em ceifar à Grande Prostituta, a mulher que despertou em ele a besta, a que estava sempre adornada de ouro.
Ele era Oluparun** e só depois de comer suas carnes, deixaria de ser a Besta.


A baronesa Maria Luísa lia no seu gabinete do palacete. Vez por outra se servia champanhe, não esperava visitas e estava com uma camisola de organdi.
Ela tinha a certeza de houver fechado as portas mais ele estava ali, sombrio y taciturno. Achava que as mortes das pessoas queridas podiam ter esse efeito. Ele não falou e se aproximou... mostrou o Stradivarius... ela chamou ao Makumbe.. abreu a porta e em uma bandeja estava a cabeça do Makumbe... Suplicou... por quê?... ele matou com a daga.
Maria Luisa estava morta aos pés de Miguel Solera de Lara que seguiu os ritos conhecidos e escreve com seu sangue a palavra MISTERIO em sua testa. Também tinha matado a três escravos e duas mucamas.
Holmes e Pimenta achavam, na investigação, que o assassino visitava a baronesa desde o começo dos crimes, tudo era muito ruim para ter fome e almoçar...
Os aposentos de Holmes apareceram arrombados, sobre a cama estava “O canto do Cisne” (o Stradiviarius) com um bilhete com apenas uma palavra: goodbye.
Sherlock não tinha motivos para estar na cidade do Rio de Janeiro, desejava voltar a Baket Street. Foi a ver ao Imperador e disse que partirá no próximo navio, agradeceu a hospitalidade e devolveu o violino, Dom Pedro não aceitou, traria lhe recordações de sua amiga.
Pediu que o guardasse Holmes como um troféu do caso que não logrou resolver.
Tinham a certeza que os crimes tinham acabado.

** Oluparun:
Segundo a lenda era um negro, um orixá, as crianças ao ouvirem os cantos, assustadas aconchegavam-se no colo de suas mães. Era grande o temor por parte de todos. Negros ou brancos, todos o temiam. O grito, uma espécie de uivo, era assustador.
Na casa grande era montada a vigilância e em silêncio todos se acomodavam em seus leitos. Contava-se que na manhã seguinte à sua aparição, era certo encontrar restos de animais, quando não, o corpo de um homem (ou o que sobrava dele) dependurado numa árvore. Nada escapava de suas garras, nem mesmo mulheres e crianças...
Não se sabe ao certo quem era ou o que era, se era homem ou espírito, certo mesmo é que se tratava de algo extremamente assustador, tão terrível e mortal a ponto de causar medo até mesmo ao diabo. O desalmado era tão temido que dificilmente se ouvira o seu nome...

23. Anna Candelária e Sherlock se encontraram no Museu Nacional e Imperial. Sempre que ela tinha dúvidas sobre uma decisão ia a esse local já que tinha o silêncio das igrejas e ninguém vai.
Ela ia responder sobre o convite de Holmes para ir â Inglaterra. Disse que não ia que estaria em terra estranha, que tinha sua profissão e era independente. Além disso, não falava uma palavra no inglês. Sherlock estava devastado, percebeu que a perdera para sempre. Ela propôs ter intimidade os vigias não apareceriam já que eram velhos mutilados da guerra do Paraguai e estavam sentados na porta... mais esta vez também não pôde.
O ambiente no porto era de tristeza, só Pimenta e Selles tinham ido.
Na mesma viagem viajaria Miguel Solera de Lara estava com um terno preto, os escravos levaram as malas. Disse que ia a morar em Londres que sempre tinha a idéia pero pelas doenças de sua mãe não tinha ido antes. Desejava ter uma livraria e estudar os clássicos. Todos o viram como um rapaz muito triste o coitadinho já que era um devotado da mãe.
O marquês se despediu de Holmes quem deu para ele um pacote de cannabis.
Watson prometeu escrever todos os casos de Holmes.

24. O assassino. Jamais se atreveu a tocar violino em público. Desprezava ao estrangeiro por não ter lido as sinais. Para o inglês as cordas eram G, D, A, E mais para os latinos eram Sol, Ré, La, Mi.
Mi de Miguel, Sol de Solera, La de Lara, Ré de Recanto de Afrodita, o nome da livraria.
Afrodita, a deusa mitológica que era venerada pelas putas, ela na concha... a vagina também era chamada de concha... jogo de palavras. Concha, a vulva onde deixou as cordas... As orelhas... orelhas de livro. Livro, livreiro. Ele abriu um lenço e lançou no mar as cartilagens que foram orelhas. Sentiu-se em paz. Levava a daga.
Dos jornais:
The Star

Falou os detalhes dos cortes, e disse que o trabalho só pôde ser feito por um demente.
The Times
Publicou uma carta de Jack, o destripador fechada em Londres o 3 de outubro de 1888.
Na carta disse que ainda não foi apressado, que fingem das pistas certas... que estava arrebentando as putas. Que o trabalho era bom e adorava o ofício e no próximo crime ia mandar à polícia as orelhas da moça.