domingo, 29 de agosto de 2010

Realismo-Naturalismo. Conceitos Políticos

Realismo
A partir da extinção do tráfico negreiro, em 1850, acelera-se a decadência da economia açucareira no Brasil e o país experimenta sua primeira crise depois da Independência.
O contexto social que daí se origina, aliado à leitura de mestres realistas europeus como Stendhal, Balzac, Dickens e Victor Hugo, propiciarão o surgimento do Realismo no Brasil. Assim, em 1881, Aluísio Azevedo publica "O Mulato" (primeiro romance naturalista brasileiro) e Machado de Assis publica "Memórias Póstumas de Brás Cubas” (primeiro romance realista do Brasil).
O realismo foi um movimento artístico e cultural que se desenvolveu na segunda metade do século XIX, procura utilizar a palavra como força política, e através da descrição denuncia as desigualdades e desmandos de sua época.
A característica principal deste movimento foi abordagem de temas sociais e um tratamento objetivo da realidade do ser humano.
Possuía um forte caráter ideológico, marcado por uma linguagem política e de denúncia dos problemas sociais como, por exemplo, miséria, pobreza, exploração, corrupção entre outros. As instituições sociais são criticadas, assim como a Igreja Católica e a burguesia. Nas obras literárias deste período, os escritores também criticavam o preconceito, a intolerância e a exploração. Sempre utilizando uma linguagem direta e objetiva.
Com uma linguagem clara, os artistas e escritores realistas iam diretamente ao foco da questão, reagindo, desta forma, ao subjetivismo do romantismo.
Principais autores: Machado de Assis. (Dom Casmurro, O Alienista, Quincas Borbas, Crítica a O crime do Padre Amaro do Sr. Eça do Queirós)
Conheceu-se o surgimento de duas correntes formalistas importantes que pregam a arte pela arte (em oposição ao Realismo), mas impõe regras formais rígidas (e nesse sentido serão superados pelo Realismo). Na prosa, essa corrente formalista é representada por Rui Barbosa e Coelho Neto.
Os dois movimentos formalistas importantes que chegam ao Brasil são: o simbolismo e o parnasianismo.
1. Simbolismo é um movimento literário surgido na França, na segunda metade do século XIX, como oposição ao Realismo, pois procurou combater a obsessão cientificista dos realistas, através da retomada do subjetivismo e do espiritualismo (banidos da literatura pelo objetivismo realista). No Brasil o marco simbolista é a obra Broquéis, de Cruz e Sousa. As idéias parnasianas, também francesas chegam pelas mãos dos escritores Artur de Oliveira
(1851-1882) e Luís Guimarães Júnior (1845-1898).
2. O parnasianismo é apresentado ao público carioca em 1878 durante uma polêmica em versos, travada em jornais da cidade, conhecida como Batalha do Parnaso, na qual o romantismo é atacado e os novos valores exaltados.Principais autores: Simbolistas: Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens; parnasianos: Olavo Bilac, Raimundo Correia, Vicente de Carvalho, Alberto de Oliveira, Francisca Júlia

O Naturalismo
Os períodos literários chegaram com algum atraso em relação à Europa, o Naturalismo desembarca no mesmo ano que o Realismo, ainda que seja uma evolução (ou seqüência) deste, foi um movimento cultural relacionado às artes plásticas, literatura e teatro. Surgiu na França, na segunda metade do século XIX. Este movimento foi uma radicalização do Realismo, uma de seus correntes, onde a objetividade está presente, porém sem o conteúdo ideológico.
Características do Naturalismo
- O mundo pode ser explicado através das forças da natureza;
- O ser humano está condicionado às suas características biológicas (hereditariedade) e ao meio social em que vive;
- Forte influência do evolucionismo de Charles Darwin;
- A realidade é mostrada através de uma forma científica (influência do positivismo);
- Nas artes plásticas, por exemplo, os pintores enfatizam cenas do mundo real em suas obras. Pitavam aquilo que observavam;
- Na literatura, ocorre muito o uso de descrições de ambientes e de pessoas;
- Ainda na literatura, a linguagem é coloquial;
- Os principais temas abordados nas obras literárias naturalistas são: desejos humanos, instintos, loucura, violência, traição, miséria, exploração social, etc.
Naturalismo no Brasil
Este movimento chegou ao Brasil no final do século XIX. Os escritores brasileiros abordaram a realidade social brasileira, destacando-se o preconceito, a diferenciação social, entre outros temas. O principal representante do naturalismo na literatura brasileira foi Aluisio de Azevedo. Suas principais obras foram: O Mulato, Casa de Pensão e O Cortiço. Outros escritores brasileiros que merecem destaque: Adolfo Caminha, Inglês de Souza e Raul Pompéia. Outros escritores brasileiros que merecem destaque: Adolfo Caminha, Inglês de Souza e Raul Pompéia.

Conceitos Políticos:
O período abarca os últimos anos do Imperador Dom Pedro e a República Velha.
Últimos anos do Segundo reinado.
D. Pedro II interveio na política ou militarmente nos vizinhos da região do Cone Sul sempre que sentisse que era de importância estratégica para os interesses do Brasil. Orientando-se no sentido de evitar o fortalecimento da Argentina, Uruguai e Paraguai achando os interesses do Brasil na região perigarem D. Pedro II declarou a guerra e mandou organizar um novo exército no Sul, invadiu o Uruguai e o Brasil se aliou às tropas (em Argentina) do general Urquiza para lutar contra Rosas. Articulou-se um conflito que finalizou com a guerra do Paraguai (1865/1870), o país mais desenvolvido da América. Foi uma guerra que deixou sem homens ao Paraguai, eles defenderam com a vida seu país
Uma forte seca no norte causou muitos mortos (mais que a guerra do Paraguai). Também teve que enfrentar revoltas pelos aumentos dos impostos...
Cresceu a demanda do café e se desarrolharam os meios de transporte determinando uma nova organização dos setores mercantil e financeiro. Montaram-se fábricas desenvolvendo assim às indústrias. Em 1871 se promulgou a Lei do Ventre Livre que dá liberdade aos filhos de escravos nascidos no Brasil.
O que mais favoreceu o crescimento interno econômico foi a solução do problema da mão-de-obra através da imigração européia além da expansão do crédito, através de uma reforma bancária, que deu recursos para a formação de novas lavouras cafeeiras. Em São Paulo, reduziram o custo de transporte para os proprietários das novas lavouras que estavam no interior paulista à expansão das redes ferroviárias.
Diversificaram-se as atividades econômicas estimulando a urbanização. Os investimentos feitos na compra de escravos eram direcionados para a mecanização da indústria e pagamento de salários.
As pessoas ligadas ao café comandavam todos os setores da economia, o que possibilitou a vagarosa a gradual modernização da sociedade brasileira, que transformaria a sociedade rural e escravista em uma sociedade urbana industrial.
Foi uma época de grande progresso cultural e industrial, com o crescimento e a consolidação da Nação Brasileira onde se criaram e reformularam escolas e faculdades, onde se fomentaram as artes e as manifestações culturais.
Bibliografia:História do Brasil (Francisco de Assis Silva)
Brasil e Argentina (Boris Fausto e Fernando Devoto)
http://es.wikipedia.org

República velha (1889-1930)
O movimento militar de 15 de novembro de 1889 foi bem sucedido, destronando o Imperador Dom Pedro II. Caso não tivessem êxito, no Código Criminal de 1830, do império, eram previsto, como crime grave.
Esse período de 1889 até 1930 também ficou conhecido como "Primeira República", "República dos Bacharéis", "República Maçônica" e "República da Bucha", pois todos os presidentes civis daquela época (exceto Epitácio Pessoa) eram bacharéis em direito formados na Faculdade de São Paulo. Quase todos foram membros da maçonaria.
Com a vitória do movimento republicano liderado pelos oficiais do exército, foi estabelecido um "Governo Provisório" chefiado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, no qual todos os membros do ministério eram maçons.
Na república velha, houve três presidentes militares, todos os três maçons.
Dos presidentes civis, três deles foram paulistas, quatro mineiros, dois fluminenses e um paraibano, Epitácio Pessoa.
Segundo alguns, a República Velha pode ser dividida em dois períodos:
• O primeiro período chamado República da Espada, de 1889 a 1894. Predominou o elemento militar e um grande receio da parte dos republicanos de uma restauração da monarquia.
• O segundo período chamado República Oligárquica, que durou de 1895 a 1930, predominou os Presidentes dos Estados.
Segundo outros observadores, os militares só se afastaram definitivamente da política com a ascensão de Campos Sales em 1898.
A República velha conheceu seu fim na tarde de 3 de novembro de 1930 quando Getúlio Vargas tomou posse como "Chefe do Governo Provisório" da Revolução de 1930.
Foi criada uma nova bandeira nacional, em 19 de novembro, com o lema positivista, "ordem e progresso", embora o lema por inteiro dos positivistas fosse 'O amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim'.
No início de 1890, iniciaram-se as discussões para a elaboração da nova constituição, que seria a primeira constituição republicana e que vigoraria durante toda a República Velha.

http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/naturalismo.htm