miércoles, 15 de septiembre de 2010

Águas de Março Tom Jobim - Elis Regina

A primeira interpretação veio ao público graças a uma idéia de Sérgio Ricardo, músico de bossa nova e de protesto. A proposta era que um dos lados contivesse música de um artista consagrado, e o outro, de um estreante.
Assim foi que, em maio de 1972, surgiu o primeiro “Disco de Bolso”, com “Águas de Março” num lado, na interpretação do próprio Tom Jobim (1927-1994), e “Agnus Sei”.
De acordo com o projeto, a música era mostrada ao padrinho, para ser aprovada. E o padrinho teria de gravar uma inédita sua.
Tom Jobim foi acusado de plágio pois nos versos religiosos, há semelhança de melodia e letra com “Águas de Março”: “é chuva de Deus, é chuva abençoada / é água divina, é alma lavada”, ocasionando debates e críticas, nesse quadro geral de críticas é que Raquel de Queiroz escreve o texto “Águas do Março” 20/03/1973.
Ela disse que “Águas de Março” são, além da poesia dele, a última oportunidade e esperança para muitas pessoas e fez uma crônica referida a esse importante acontecimento.... Ela mostra a realidade da seca e reclama ele por sua poesia que não a tem persente.
A letra da música nasceu quase simultaneamente com a melodia, tem tudo a ver com aqueles dias chuvosos de março, aquela paisagem do sítio, onde Tom Jobim planejava construir uma bela, sólida e confortável casa...
A versão definitiva (não a primeira nem a última) ficou sendo mesmo a de 1974, da dupla Tom Jobim e Elis Regina, que está no álbum Elis & Tom (a postada)...
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