jueves, 23 de septiembre de 2010

Rachel de Queiroz. Seca. O Quinze

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O romance é marcado pelo caráter regionalista dos romances modernistas, mostra o Ceará e sua gente, sua terra, seus costumes e a seca, tudo falado na linguagem vulgar do falar caipira.
A visão de Rachel é a que têm as pessoas de classe média alta, fala do menino “emprestado” para pedir esmola e o feito é tão importante para ela como a morte do menino. O viu como fonte de perca de renda para matar a fome e isso transmite, enquanto fez a denúncia que ocorriam apenas paliativos, Faz denúncia social e não resgata às pessoas.
Assina que a seca não é só um fenômeno climático, é um fenômeno onde se põe em evidência a exploração do homem e são revelados os mais torpes sentimentos deixando de existir solidariedade e amor. Descreve homens e mulheres corajosos, sobreviventes num espaço hostil e em busca de progresso e liberdade, mas individuais.
Descreve o drama dos retirantes, mostrando como as esperanças vão acabando á medida que o tempo passa e a chuva não cai. Pela falta de chuvas, os sertanejos enfrentaram o drama que se abateu sobre o sertão, mudando, assim, definitivamente suas vidas. Uma das conseqüências da seca é o êxodo, em esta seca eles vinham às cidades de trem.
Alguns costumes da época ainda são comuns no Nordeste. Um deles é a espera ansiosa dos sertanejos pelo dia 19 de março, dia de São José, para saber se o ano vai ser bom ou não será.
A seca, ainda pertencente na realidade da fome e da sede,
Em “Seca” (tirado de uma antologia de contos brasileiros) fala que os homens agora sabem que a fome dá direitos, que todo mudou, mas acho que resgata ao dono que faz entregue de uma cuia com farinha se eles vão embora. “Eu podia mandar prender vocês... mas têm crianças... mas tenho pena... “ mas ele continua “...quero o pé de juazeiro limpo e a vocês na estrada”