viernes, 24 de diciembre de 2010

A Medalha. Lygia Fagundes Telles

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Neste conto, sonda a alma humana. Analisa-se o cotidiano, um embate entre mãe e filha, revelam o drama ali presente, que lido em profundidade, revela narrações, paralelas, sob o véu da aparência.
Adriana é uma jovem na época da revolução sexual, anos 60/70, chega da farra de manhã. A mãe, burguesa, chama-a de “cadela”.
Tem cabelos oxigenados de louro. Diz que é branca, mas tem “sangue podre” e assusta a mãe dizendo que os netos vão nascer morenos, manifesta o racismo da mãe, as banalidades.
A mãe diz que a filha puxou ao pai e a descreve.
Adriana não se importa, vai se casar com quem for conveniente e vai levar a vida como quiser.
A mãe tenta mais uma vez ser tradicional e dá à filha uma medalha que estava na família há três gerações.
Adriana pega, amarra a medalha no pescoço de um gato e o empurra porta adentro do quarto da mãe.