viernes, 17 de septiembre de 2010

Rachel de Queiroz (Fortaleza - CE, 17 de novembro de 1910)


Descendia da estirpe dos Alencar e, dos Queiroz. Seu pai se dedicou pessoalmente a sua educação.Fugindo dos horrores da seca de 1915, chegou com sua família para o Rio de Janeiro, esse fato seria aproveitado como tema de seu livro de estréia, "O Quinze".
Depois se retornaram ao Ceará, e Rachel foi matriculada no curso normal, como interna do Colégio Imaculada Conceição, formando-se professora em 1925, aos 15 anos de idade. Sua formação escolar parou aí. Retornou à fazenda dos pais, e se dedicou à leitura, orientada por sua mãe.
Começou a colaborar regularmente no jornal “O Ceará” por uma carta sua que fez sucesso. Publicou o folhetim "História de um nome" e organizou a página de literatura do jornal.
Submetida a tratamento de saúde, se viu obrigada a fazer repouso e resolveu escrever "um livro sobre a seca". "O Quinze" (1930). O Romance foi de fundo social, profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca. Os pais emprestaram dinheiro para sua edição. Remeteu o livro para o Rio de Janeiro e São Paulo, sendo elogiado por Augusto Frederico Schmidt e Mário de Andrade.
O livro transformou Rachel numa personalidade literária. Assim conheceu integrantes do Partido Comunista; de volta a Fortaleza ajudou a fundar o PC cearense. Foi fichada como "agitadora comunista" pela polícia política de Pernambuco.
Seu segundo romance, "João Miguel", foi submetido a um comitê do partido antes de publicá-lo, não autorizaram. Fingindo concordar, pegou os originais, fugiu e rompeu com o Partido Comunista.
Publicou o livro no Rio, e mudou-se para São Paulo, onde se aproximou ao grupo trotskista.
Lançou-se o romance "Caminho de Pedras", em 1937.
Com a decretação do Estado Novo, seus livros foram queimados em Salvador - BA, juntamente com os de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, a acusaçaram de subversiva. Permaneceu detida, por três meses. Casou-se em segundo casamento com o médico Oyama de Macedo e afastou-se da esquerda política.
O golpe militar de 1964 teve em Rachel uma colaboradora, que "conspirou" a favor da deposição do presidente João Goulart.
Faleceu no dia 04-11-2003, na cidade do Rio de Janeiro.

Premiações e algumas atividades
1931, recebeu no Rio de Janeiro o prêmio de romance da Fundação Graça Aranha. 1957, recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prêmio Machado de Assis.
1966: O presidente general Humberto de Alencar Castelo Branco, seu conterrâneo e aparentado a nomeou para ser delegada do Brasil na 21ª. Sessão da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, junto à Comissão dos Direitos do Homem.
1967, passou a integrar o Conselho Federal de Cultura, e lá ficaria até 1985.
1977, Rachel de Queiroz tornou-se a primeira mulher a ser eleita para a Academia.
1993, recebeu dos governos do Brasil e de Portugal, o Prêmio Camões e da União Brasileira de Escritores, o Juca Pato.
1996, recebeu o Prêmio Moinho Santista, pelo conjunto de sua obra.
Em novembro deste ano, foi inaugurada, na Academia Brasileira de Letras, a exposição "Viva Rachel", os organizadores da mostra a chamaram de “geografia interior de Rachel, suas lembranças e a paisagem que inspirou a sua obra”.
2000, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Sua obra é composta por
Romances: O quinze (1930), João Miguel (1932), Caminho de pedras (1937), As três Marias (1939), Dôra, Doralina (1975), O galo de ouro (1985) - folhetim na revista " O Cruzeiro", (1950), Obra reunida (1989), Memorial de Maria Moura (1992)
Literatura Infanto-Juvenil: O menino mágico (1969), Cafute & Pena-de-Prata (1986), Andira (1992)...
Teatro, Crônicas, Antologias