sábado, 26 de noviembre de 2011

Jean Paul Sartre (1905-1980). 1929-1939 Início da influência de Sartre na cultura francesa e no surgimento da moda existencialista.

Entre 1929 e 1931, presta o serviço militar e torna-se soldado meteorologista. Escreve alguns contos e começa a trabalhar em seu primeiro romance, Panfleto sobre a contingência, que depois viria a se chamar A náusea.
Embora tenha se candidatado ao cargo de auxiliar de catedrático no Japão, ele é nomeado professor de filosofia de um liceu. Abandonou definitivamente o magistério em 1944.
Foi nessa época que Aron -que tinha retornado de um período de bolsista em Berlim- lhe apresenta a fenomenologia de Husserl e Sartre percebiu a semelhança dessa corrente à sua própria teoria da contingência, Sartre fica fascinado e imediatamente começa a estudar a fenomenologia através de uma obra introdutória. Por sugestão de Aron, candidata-se à mesma bolsa e, aprovado, permanece em Berlim entre 1933 e 1934. Durante esta viagem, estuda a fundo a obra de Edmund Husserl e conhece também a filosofia de Martin Heidegger.
Publica em 1936 o artigo A Transcendência do Ego, uma crítica à teoria do Ego Husserliana que por sua vez se baseava no Cogito cartesiano. Sartre desafia o conceito de que o ego é um conteúdo da consciência e afirma que ele está fora da consciência, no mundo e, a consciência dirige-se a ele como a qualquer outro objeto do mundo. Este é um dos primeiros passos para livrar a consciência de conteúdos e torná-la o "Nada" que mais tarde seria um dos conceitos-chave do existencialismo.
De volta à França, continua a trabalhar nas mesmas idéias e entre 1935 e 1939, escreve A Imaginação, O Imaginário e Esboço de uma teoria das emoções. Volta então suas pesquisas para Heiddegger e começa a escrever O ser e o nada.
Em 1938 publica o romance A náusea e a coletânea de contos O muro.
A náusea apresenta, em forma de ficção, o tema da contingência e torna-se seu primeiro sucesso literário, o que contribui para o início da influência de Sartre na cultura francesa e no surgimento da moda existencialista que dominou Paris na década de 1940.